ÍNDIA

Sete Maravilhas do Mundo são retratadas a partir do ferro-velho na Índia

O projeto foi construído sobre um aterro sanitário

Torre de Pisa. EFE/Franco Silvi

Um parque de Nova Délhi permitirá, em breve, que seus visitantes passeiem pelas sete maravilhas do mundo moderno em um só lugar, tudo isso de uma forma muito especial: através de enormes réplicas construídas com partes de veículos, postes de luz, encanamentos e outros rejeitos.

Taj Mahal (Índia), Torre Eiffel (França), Estátua da Liberdade (EUA), Torre de Pisa (Itália), Estátua do Cristo Redentor (Brasil), Grande Pirâmide de Gizé (Egito) e Coliseu (Itália) já estão prontos à espera da abertura do parque nas próximas semanas, em uma data ainda a ser determinada.

Taj Mahal. EPA/HARISH TYAGI

O Rajiv Gandhi Smriti Van foi inspirado nas “sete maravilhas do mundo”, um projeto construído sobre um aterro sanitário e no qual desde os postes dos letreiros até as letras de seu nome na entrada são feitos com ferro-velho.

Cada um dos materiais, destacou à Agência Efe Niten Mehta, diretor da companhia que forneceu os artistas, “YaWeDo“, eram “descartados ou não utilizáveis”.

Os artistas usaram desde restos de veículos até bancos velhos, tudo isso fornecido pelas autoridades locais, e foram necessários 60 trabalhadores, dez artistas permanentes e outros tantos visitantes especializados no projeto de estruturas e desenho de expressões faciais.

Torre Eiffel. EFE/Yoan Valat

“Se olhar para o Taj Mahal, nos quatro minaretes há 1,6 mil aros de rodas de bicicleta que foram cortados em pequenos ladrilhos e assim é como se chega ao efeito azulejo. Há 3,5 mil aros que foram cortados e utilizados no Coliseu e na Torre de Pisa”, detalhou Mehta.

Em um toque especial, a cúpula do Taj Mahal, a única obra nativa da Índia, é feita de pedaços circulares de encanamento para permitir que a luz a passe, criando um efeito único.

Eles removeram a ferrugem e aplicaram um produto em todo o ferro-velho utilizado, mas finalmente optaram por restaurar sua aparência original.

“No início pensamos em pintar as obras de acordo com as estruturas originais, de maneira que o Taj Mahal seria branco, o Cristo Redentor cinza. Mas durante o processo nos demos conta de que as estruturas ficavam muito bonitas com a aparência de ferro-velho”, reconheceu Mehta.

Cristo Redentor. EFE/ Arquivo

Assim, o público pode “desfrutar do processo” e evita que a pintura esconda os materiais que dão forma a estes monumentos históricos.

O diretor de Horticultura da Corporação Municipal do Sul de Delhi (SDMC), Alok Singh, lembra como, quando começaram as obras, cada vez que cavavam eram encontrados um cabo ou um encanamento. Debaixo do parque há um aterro sanitário.

“Começamos nosso projeto em setembro, mas era a época da monção em Delhi e tivemos muitos problemas porque este lugar é também um aterro sanitário, debaixo deste solo encontrará todos os materiais desperdiçados”, disse em declarações à Efe.

Com a passagem das semanas, foi possível contornar estes obstáculos e no final de janeiro, as estruturas estavam prontas, faltando terminar detalhes como a iluminação para que os monumentos “brilhem” de noite.

Estátua da Liberdade. EFE/Justin Lane

As peças, a mais curta sendo o Coliseu com cerca de 5 metros de altura (16 metros de diâmetro) e a mais alta a Torre Eiffel com cerca de 21 metros, estão espalhadas em um parque com muitas árvores, fontes e caminhos com um custo de pouco mais de US$ 1 milhão.

“Quando vê um monumento, não se deve ver outro. É preciso se concentrar somente nessa estrutura. Não deve haver nenhuma distração e é por isso que plantamos árvores de modo que tape as outras atrações”, concluiu Singh.

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Publicado em Cultura

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