DIÁRIO DE VIAGEM

#Parte 2 A Viagem do Rinoceronte: Um voilà francês e um mergulho na costa italiana

Na segunda parte da viagem, os viajantes saem de Barcelona rumo ao sul da França e encontram nos povoados italianos belas paisagens e gastronomia nesta relação entre rinoceronte e turismo.

O rinoceronte e o rei da França

Depois das paradas na Espanha, voltamos a seguir a pista do rinoceronte de Dürer. Pelo visto, o navio que transportava o animal passou perto de Marselha no início de 1516 e o rei Francisco I da França pediu para ver o famoso bicho indiano. O navio ancorou no arquipélago de Frioul, que está diante de Marselha, onde o rinoceronte desembarcou para ser contemplado pelo monarca francês. 

Após dois dias em Barcelona, partimos para Marselha. Deixamos a Espanha inspirados por uma frase do poeta Antonio Machado: “caminhante, não há caminho, se faz caminho ao andar”. Para aproveitar a viagem ao máximo, paramos em Sète, que está a 328 quilômetros de Barcelona, para almoçar.

Sète ficou conhecida por ser a cidade onde nasceu e foi enterrado o famoso compositor francês Georges Brassens. Em uma de suas músicas, na qual falava festivamente sobre a morte, ele pediu para ser enterrado em uma das praias de Sète. No cardápio do almoço não pode faltar a tielle, uma espécie de empada recheada de polvo que é a especialidade culinária da cidade.

Com a barriga cheia, e em menos de 200 quilômetros, chegamos a Marselha. Decidimos ficar também duas noites nessa cidade portuária do sul da França. Entre os muitos pontos turísticos, vale a pena passear pelo porto e jantar frutos do mar. Um dos pratos mais tradicionais da cidade é a sopa bouillabaisse, feita com diversos tipos de peixe. Outra feliz descoberta foi o bairro Cours Julien, famoso por seus grafitis e pela animada vida noturna.  

Do porto de Marselha saem barcos turísticos que fazem visitas as ilhas que estão diante da cidade.

Porto de Marselha

Seguindo o caminho do rinoceronte, decidimos ver o pôr do sol em uma das enseadas do arquipélago de Frioul, onde o animal conheceu o então rei da França. A partir daqui a viagem do rinoceronte indiano é interrompida pela tragédia. Por isso nos despedimos de Marselha com dois versos da canção “Testamento” de Brassens: “eu quero partir para o outro mundo/ pegando o caminho mais longo”.

Pôr do sol no arquipélago de Frioul.

O naufrágio

Na costa de Ligúria, na Itália, o navio que levava o rinoceronte foi atingido por uma tempestade e terminou naufragando. Acorrentado no convés, o animal morreu afogado.  O corpo do rinoceronte foi recuperado em Villefranche-sur-Mer, situada à beira do Mediterrâneo. A cidade francesa da Costa Azul, por tanto, é a nossa próxima parada. 

Villefranche-sur-Mer está a 214 quilômetros de Marselha e é uma excelente opção para almoçar antes de seguir o agora falecido rinoceronte até a Itália.  Recomendamos provar um prato típico da região, um tipo de nhoqui verde chamado “merda de can”, e almoçar em um dos muitos restaurantes com vista ao mar.

“Merda de Can”, o famoso nhoque verde.

Além de formar parte do nosso caminho do rinoceronte, Villefranche-sur-Mer ficou famosa por ter hospedado na mansão Nellcôte os Rolling Stones durante a gravação do disco “Exile on Main St”, lançado em 1972. Nada mais justo que deixar a cidade com a trilha sonora do grupo britânico.

Como o navio que transportava o rinoceronte naufragou na costa de Ligúria, decidimos que esta região do noroeste da Itália seria o nosso próximo destino. A capital de Ligúria é Gênova e não muito longe dessa cidade está um pequeno povoado chamado Camogli.

Vista do povoado de Camogli.

A cidadezinha pesqueira que está a 214 quilômetros de Villefranche-sur-Mer nos acolheu durante três noites. Depois de tanta estrada e tantas emoções, chegou o momento de aproveitar um dia de praia e tomar um Aperol Spritz, o famoso coquetel do verão italiano, a beira mar.

Continua amanhã.

Para ler a terceira parte, clique aqui.

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Publicado em Destinos     Dicas

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