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Museu do Cachorro é a nova atração de Nova York

O retrato de um São Bernardo de 1896, imortalizado em um quadro de grandes dimensões pela pintora britânico-americana Maud Earl (1864-1943), é uma das peças favoritas.

Museu do Cachorro/Divulgação

Quadros da época vitoriana do século XIX, cartazes de filmes protagonizados por animais de estimação e uma tela interativa que diz a raça de cachorro que mais tem a ver com o visitante são algumas das atrações do Museu do Cachorro, que abre suas portas em Nova York nesta sexta-feira.

Na verdade, como explicou à Agência Efe o diretor de recursos culturais do centro, Alan Fausel, trata-se de uma reinauguração, já que na realidade suas portas abriram em Manhattan em 1982, mas entre 1986 e 2017 o museu foi transferido para Saint Louis, no Missouri.

Agora, segundo Fausel, “para celebrar a arte do cachorro”, este museu voltou para ficar e conseguir mais visitantes e, além disso, porque a organização que o mantém, o American Kennel Club (AKC), se mudou para um novo edifício, onde conta com duas amplas salas de exposições e uma biblioteca com 15.000 volumes sobre cachorros em plena Manhattan.

“Começamos em Nova York, mas por falta de espaço o museu se mudou para Saint Louis. Estava muito longe da cidade e não tínhamos muitos visitantes Portanto, quando transferimos o AKC aos novos escritórios, também trouxemos o museu outra vez”, declarou com satisfação.

O retrato de um São Bernardo de 1896, imortalizado em um quadro de grandes dimensões pela pintora britânico-americana Maud Earl (1864-1943), é uma das “nossas peças favoritas”, destacou Fausel junto à imponente imagem.

Com a cabeça erguida e sob o título “Escuto uma voz”, o responsável do museu explica que esta obra reflete o trabalho destes cachorros nas altas cúpulas dos Alpes, embora, como Fausel comentou com ironia, a modelo da obra, conhecida como Fradley Stephanie, nunca tenha saído das ilhas britânicas.

Fausel chama atenção também para os quadros do britânico Edwin Henry Landseer (1802-1873), “um incomparável pintor de cachorros e o artista favorito da rainha Victoria da Inglaterra (1819-1901)”, incluídos na pinacoteca do AKC, entidade que emite suas próprias regras para a criação de cachorros.

Outro destaque é um retrato canino de 1990 de Millie, a springer spaniel do ex-presidente americano George Bush e sua esposa, Barbara Bush, recostada no jardim sul da Casa Branca junto a uma bola vermelha.

A cadela presidencial ganhou fama no ano no qual foi imortalizada por protagonizar o livro “Millie’s Book”, escrito pela primeira-dama e que aborda a vida na Casa Branca. Suas vendas chegaram a superar as memórias de um inquilino anterior da residência presidencial americana, Ronald Reagan.

Definitivamente, segundo resumiu o responsável com certo ar britânico, “a maioria dos quadros são da época dourada da pintura de cachorros, entre 1840 e 1940, embora também tenhamos algumas obras contemporâneas”, assim como fotografias, estátuas e cartazes de filmes protagonizados por cachorros, como “Lassie” e “Babe”, o porquinho que queria ser um pastor alemão.

“Além de ter uma das melhores coleções de pintura britânica do mundo sobre cachorros, também temos seis telas digitais interativas, algumas divertidas e interessantes sobre como treinar seu cão. Mas também temos duas mesas sobre raças com toda a informação sobre as 193 aceitas pelo ACK”, acrescentou.

Descubra as raças caninas no Museu 

A origem, a história e caraterísticas de todas estas raças podem ser selecionadas em uma ampla tela tátil à disposição dos visitantes, que também podem fazer uma foto para que um programa de reconhecimento facial lhe diga qual é seu ‘pedigree’, que pode ser o de um chihuahua ou o de um russell terrier.

Além disso, em outra tela grande, “Mollie”, uma cadela virtual, ensina o visitante a educar um animal de estimação para fazer com que ladre, pegue uma bola ou se sente.

Entre as paisagens da campina inglesa victoriana, pequenas porcelanas caninas, algumas fotografias contemporâneas e estátuas de tamanho natural, o museu esconde alguns outros detalhes como um colar da Segunda Guerra Mundial com um compartimento para mensagens do fronte, ou uma seção dedicada à memória de Smoky, uma diminuta yorkshire terrier que o soldado americano William A. Wynnese levou como companhia à Segunda Guerra Mundial.

O esqueleto de Belgrave Joe, um fox terrier morto em 1888 e considerado o pai da estirpe dos fox terrier de pelo liso, é outro dos segredos deste pequeno museu ao qual, por enquanto, não estão convidados seus protagonistas, os cachorros.

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