MÉXICO

México planeja novo polo turístico em sítio arqueológico maia de Kulubá

Entre 2012 e 2017, o turismo em Iucatã, no México, registrou crescimento de 54,37%, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História

  • EFE/Secretaria de Fomento Turístico de Yucatán
  • EFE/Secretaria de Fomento Turístico de Yucatán  

O governo de Iucatã e o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) iniciarão nas próximas semanas o resgate da região arqueológica de Kulubá, com o que o estado do México acredita se posicionará “no olho do mundo”, revelou à Agência Efe o secretário estadual de Fomento Econômico, Saúl Ancona.

“O lugar, que terá grande impacto turisticamente falando, será aberto parcialmente este mesmo ano ao público. Só falta protocolar o projeto para que o governador Rolando Zapata Bello e o INAH informem à imprensa”, explicou Ancona.

De acordo com o pesquisador Alfredo Barrera Rubio, Kulubá tem influência maia-tolteca e apresenta uma arquitetura muito parecida a Chichén Itzá e Ek Balam. Pela sua situação, teve seu ponto alto na zona costeira de Iucatã e com essas antigas cidades da civilização maia.

Ainda que a região arqueológica tenha sido descoberta no fim de dezembro de 1939 pelo pesquisador Wyllys Andrews IV, foi somente em 1941 que foi apresentado o primeiro reporte arqueológico do lugar e um croqui desta cidade maia, que teve uma importante relação comercial com a região de Chichén Itzá.

“Kulubá será a região arqueológica número 18 de Iucatã e destinaremos um grande investimento a ela, já que esperamos que se explore o potencial turístico no oriente do estado”, destacou Ancona.

Ele lembrou que há 18 anos começou a atividade na zona arqueológica de Ek Balam, situada também na parte oriente de Iucatã (sudeste do México). “Foi um ponto importante que fez a economia da região crescer, pois as agências de viagens integraram em seu itinerário este local tão distinto”, explicou o secretário.

“O turismo aumentou porque não só visitavam Chichén Itzá, Valladolid, Río Lagartos e San Felipe, mas também percorriam Ek Balam e seu cenote (cavidade natural na rocha que forma um lago subterrâneo). Agora, esperamos que aconteça o mesmo com Kulubá”, acrescentou Ancona.

O investimento, segundo ele, será milionário porque serão realizados trabalhos de reflorestamento e se construirá uma estrada de 37 quilômetros para que o visitante desfrute o esplendor de Kulubá, situada no município de Tizimín.

Os trabalhos de resgate do sítio arqueológico de Kulubá, que fica em uma região criadora de gado, oficialmente foi inciado pelo INAH em 1980 e “desde esse período recuperaram prédios que este mesmo ano serão abertos parcialmente ao público”, segundo o secretário estadual de Fomento.

“Nos próximos dias, de acordo com a coordenação com o INAH, saberemos que parte poderá ser aberta aos visitantes”, ressaltou.

Ancona disse que Iucatã ocupa o primeiro lugar, junto com o Estado do México, entre as entidades federativas com mais regiões arqueológicas abertas ao público. “Com a implementação de Kulubá estaremos outra vez no olho do mundo”, disse orgulhoso Ancona.

Ao realizar um balanço no setor turístico, Ancona mostrou alguns números divulgados pelo INAH que indicam o aumento dos visitantes. Em 2012 foram 2.279.696 turistas em Iucatã, e até 2017 a quantidade aumentou para 3.517.959.

“Ou seja, o turismo cresceu 54,37% em Iucatã, porque recebemos 1.238.263 mais em relação com o registrado em 2012”, e quando Kulubá abrir “esses números se duplicarão”, previu o secretário.

Segundo vários pesquisadores, como William Brito Sansores, o nome de Kulubá provém da palavra maia K’ulu’, que faz referência a um animal selvagem parecido com um cachorro, que ainda serve de alimento em algumas comunidades afastadas da região.

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