PERU

Kuelap, a capital do “Reino das Nuvens” dos Chachapoyas

Localizada na Amazônia peruana, Kuelap costuma ser chamada “a Machu Picchu do norte”, por causa do tamanho e da importância.

EFE/Valentí Zapater

À sombra da fama mundial do Machu Picchu, as ruínas de Kuelap – a maior cidade de pedra da América do Sul – ainda revelam a grandiosidade da capital do “Reino das Nuvens”, um vestígio maior e mais antigo do que a famosa cidade inca, mas ainda pouco explorado pelos turistas.

As nuvens e a neblina costumam deslizar pela bela vegetação desta parte dos Andes peruanos, onde as montanhas serviram para a civilização dos Chachapoyas (que significa “Guerreiros das nuvens”), erguer esta impressionante cidade de pedra. Localizada na Amazônia peruana, na fronteira com o Equador, Kuelap costuma ser chamada “a Machu Picchu do norte“, por causa do tamanho e da importância.

No entanto, a cidade dos Chachapoyas fica no meio de uma abrupta e acidentada geografia cheia de cânions e precipícios a 3 mil metros de altura, muito mais alta do que Machu Picchu, que fica 2.400 metros acima do nível do mar. Além disso, as duas são separadas por cerca de 950 quilômetros e por quase 900 anos, pois Kuelap foi erguida no século VI, quase um milênio antes de Machu Picchu, o que pode ser apreciado no estilo da construção, mais arcaico do que a dos incas, que eram especialistas em trabalhar a pedra.

 

EFE/Fernando Gimeno

A estratégica localização de Kuelap permitiu aos Chachapoyas, um povo guerreiro, mas hostil, manter os incas afastados por muito tempo quando eles chegaram às suas terras, poucos anos antes dos espanhóis. A façanha foi possível graças aos imponentes muros da cidade, defesas que chegam a atingir 20 metros de altura. A muralha abrange um perímetro de sete hectares, com uma extensão de 586 metros, maior que Machu Picchu, e largura de 110 metros.

Kuelap só tem três acessos possíveis, três estreitas rampas que formam ranhuras em metade da muralha pelas quais qualquer intruso morreria antes de chegar ao final. Uma vez no topo é possível apreciar a parte inferior dos muros circulares de quase 500 casas que serviam de moradia para uma população de cerca de 3.500 pessoas, divididas em bairros ou setores de classes alta e baixa. Diferentemente das demais, as casas dos líderes têm elementos decorativos que percorrem o muro externo, mas atualmente já não têm o teto cônico de palha seca.

EFE/Fernando Gimeno

Atualmente, o acesso à capital do “Reino das Nuvens” é feito por um teleférico – o primeiro do Peru. O percurso tem quatro quilômetros e uma paisagem de tirar o fôlego.

O teleférico, que opera há um ano e meio, leva o turista quase até o pé das ruínas e evita um trajeto de uma hora e meia por trilhas que serpenteiam as montanhas a partir do município de Nuevo Tingo, o mais próximo às ruínas. O transporte triplicou o número de visitantes de Kuelap, passando de 45 mil para cerca de 120 mil, embora o objetivo seja chegar a 300 mil turistas por ano, longe ainda da massificação vista em Machu Picchu.

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