Islândia: a gelada terra mágica de lendas

Islândia, um mundo de magia, lendas e seres ancestrais, como trolls, gnomos e duendes reúne que oferece aos visitantes passeios por pedras vulcânicas, nascentes lacrimejantes e cascatas fumegantes.

Vista da Cascata de Detifoss.Foto: EFE/Diego Alonso

Conhecida como terra do gelo, Snaeland, o nome da Islândia, também se relaciona com uma velha história que já se tornou uma lenda. Diz-se que a ilha foi batizada por um grupo de celtas que formava o povo iceni, que habitava o noroeste do que é hoje o Reino Unido.

Depois de lutar contra os romanos no século I, se lançaram ao mar e chegaram a terras à oeste, onde fundaram uma colônia que chamaram de Ice-leanbh, “terra dos filhos de Iceni”.

A Islândia está intrínsecamente ligada ao gelo e à neve, e durante décadas foi um território quase desconhecido, até que o interesse de viajantes por conhecer os valores de uma natureza diferente, encravada a poucos passos do Círculo Polar Ártico, deram maior visibilidade.

Um selvagem paraíso gelado

Ali dá para tomar banhos em águas termais, observar a aurora boreal e percorrer terras pouco povoadas, às vezes agrestres, com vulcões e profundos barrancos e desfiladeiros.

Quem decidir viajar para a Islândia vai encontrar pequenos povoados, alguns com aldeias que têm apenas quatro casas em torno de uma igreja e imensos campos verdes. E, claro, os fiordes, pequenas entradas do oceano na terra, pequenos portos naturais para os pescadores, que caracterizam todo o litoral islandês.

Vista do porto de Vista de Akureyri. Foto: EFE/Diego Alonso

Vista do porto de Vista de Akureyri. Foto: EFE/Diego Alonso

Uma terra única: o norte

Muito menos turísticas, mas com um protagonismo importante nas Sagas Islandesas, relatos históricos da ilha nos séculos X e XI, o norte da Islândia mostra em primeira mão a idiossincracia histórica, cultural, paisagística, de legendas e magia que envolvem um território bem diferente do sul. Para chegar lá é preciso pegar a única rota que corta o país.

Um bom ponto de partida para fazer um percurso pela ilha é o fiorde de Eyjafjördur, junto de onde se elevam as mais antigas montanhas e se  identifica a atividade vulcância de maior envergadura, assim como movimentos geológicos que interferem na paisagem.

Ao fundo do fiorde está Akureyri, a quarta cidade do país, com apenas 18 mil habitantes, que foi fundada em 1602 como ponto de comércio com a Dinamarca.

É um dos principaais portos pesqueiros do país, e há uns cinco anos, ponto de atraque de várias companhias de cruzeiros que oferecem viagens até as terras mais próximas do Círculo Polar Ártico.

Basta mover poucos quilômetros a oeste para chegar a Hvitserkur, na península de Vatnsnes, e topar com a primeira lenda do norte na praia, ligada, como não poderia deixar de ser, aos trolls.

Dinossauro, rinoceronte, trolls…

A rocha de Hvitserkur é uma curiosa formação geológica criada pelo vento e pela água, que moldaram a figura de um animal. Para uns é a representação de um dinossauro, para outros esta pedra encravada no oceano, há uns 15 metros da costa, é um rinoceronte.

A rocha de Hvitserkur. Foto: EFE/Diego Alonso

A rocha de Hvitserkur. Foto: EFE/Diego Alonso

A lenda diz que se trata de um troll que foi destruir um monastério cristão de Thingeyrar, que foi surpreendido ao amanhecer sem poder fugir como seus companheiros, sendo instantaneamente convertido em uma estátua de pedra. A pedra mede mais de 15 metros de altura, com 3 grandes buracos, quatro metros de largura por quatro de altura, e um terceiro de quase sete metros de altura e dois de largura.

Se seguirmos esse caminho da praia até o interior, atravessaremos de novo o firode de Eyjafjorour, desta vez para o sudeste, até chegar a outro lugar espetacular da Islândia.

A cascata dos deuses

A queda d’agua de Godafoss, uma das mais espectaculares do país, que pode ser vista à distância, pelas nuvens de gotículas que formam a queda de 12 metros de altura de rio Skjalfandafljot. Com forma de ferradura ecerca de 30 metros de largura, é partida em seu ponto central por uma pedra que também faz parte da legenda.

Vista da Cascada de Dettifoss, na Islândia. Foto: EFE/Diego Alonso

Vista da Cascada de Dettifoss, na Islândia. Foto: EFE/Diego Alonso

Corria o ano 1000 quando o “lagman” (homem sábio) Porgeir Ljosvetningagooi declarou o cristianismo como religião oficial da Islândia; segundo o relato das sagas, como mostra de compromisso com a nova religião, guardou as estátuas dedicadas a Odin e a outras divindades nórdicas e as jogou na cachoeira, que a partir desse momento se tornou conhecida como a cascata dos deuses.

Continuando o caminho, chegamos à queda d’agua mais caudalosa da Europa, a cascata de Dettifoss. Dentro do parque nacional de Jokulsargljufur, ao leste de Gosafoss, ela impressiona pela força do rio Jokulsa e o estrondo que produz na queda de 45 metros de altura, até se perder pelos desfiladeiros do parque, rumo ao oceano.

Os 100 metros de largura fazem de Dettifoss uma das quedas d’agua mais incríveis do mundo, e a mais importante da Europa: ela joga entre 200 e 500 metros cúbicos de água por segundo.

De paisagens e portos pesqueiros

Paisagem lunar no norte da Islândia. Foto: EFE/Diego Alonso

Paisagem lunar no norte da Islândia. Foto: EFE/Diego Alonso

Mas nem tudo são cachoeiras e figuras de trolls e animais. Há paisagens de tons lunares onde é possível chegar por estradas de terra e pedra. A lava esfriada dos vulcões e os sulcos que ela deixou são um espetáculo natural para observar.

Também é possível encontrar caldeiras de lodo e águas termais com propriedades curativas, respiradores e nuvens de vapor visíveis em meio ao ar que cheira a enxofre. E portos, como o de Husavik, com um museu dedicado às baleias.

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