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Hotel usado como “prisão” para príncipes sauditas voltará a operar

A Promotoria libertou, nos últimos dois dias, vários daqueles que estavam detidos no hotel, segundo informou o jornal saudita “Okaz”

Reprodução/Ritz-Carlton

O hotel Ritz-Carlton de Riad, usado desde novembro pelas autoridades sauditas como prisão de luxo para vários príncipes, empresários e ex-ministros acusados de corrupção, permitirá que seus clientes voltem a reservar quartos a partir de 28 de fevereiro.

A Promotoria libertou nos últimos dois dias vários detidos no hotel, incluido um ex-alto funcionário, informou nesta terça-feira o jornal saudita “Okaz”, que entrevista uma fonte de alta categoria.

A fonte espera que outros detidos sejam libertados nos próximos dias, após ter alcançado acordos para a resolução de seus problemas judiciais.

Em 5 de novembro, o Governo saudita deteve 11 príncipes e 38 políticos, entre eles 4 ministros, em uma “perseguição” que, segundo as autoridades do reino, estava motivada pela corrupção.

Entre os detidos até agora destaca-se Waleed bin Ibrahim Al Ibrahim, diretor do império televisivo saudita “MBC”, ao qual pertence o canal “Al Arabiya”; o empresário multimilionário Alwaleed Bin Talal Alsaud; Turki bin Nasser Al Saud, ex-secretário-geral do Organismo de Proteção de Meio Ambiente, e Khaled al Tawiyri, ex-chefe do Palácio Real.

Nas últimas semanas alguns detidos foram libertados e foram vistos em atos públicos, ainda que as autoridades sauditas não tenham oferecido informação oficial a respeito.

As autoridades libertaram o príncipe Mutaib bin Abdallah, que apareceu nos últimos dias em uma corrida de cavalos na qual também estava presente o príncipe herdeiro, Mohamad bin Salman.

Além disso, nas redes sociais apareceram fotografias do ex-ministro de Finanças entre 1996 e 2016, Ibrahim al Esaf, após ser libertado.

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