GASTRONOMIA

Festival de Gastronomia de Tiradentes termina com tributo à cozinha mineira

O festival contou com quiosques divididos em três praças nas quais restaurantes ofereceram um cardápio variado para todos os gostos e preços

Foto de arquivo da cidade de Tiradentes (MG). EFE/Antonio Lacerda

Tiradentes, 2 set (EFE).- O 21º Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes termina neste domingo depois de dois finais de semana de homenagens aos 300 anos da cidade do interior de Minas Gerais.

Na noite deste sábado aconteceu o último jantar especial – ou “festim” – assinado pelo chef mineiro Ivo Faria e a francesa Charlène Estevao, que apresentaram pratos em homenagem à cidade mineira por conta de seu aniversário de fundação.

Os menus desses eventos especiais – que voltaram à programação do festival – procuraram nesta edição realizar uma mistura entre a culinária de Minas Gerais com de outros estados, e também uma fusão da cozinha brasileira com a estrangeira.

Como exemplo, Ivo Faria, presença constante no Festival, se uniu a Charlene – vencedora do prêmio Etoiles de Mougin para jovens chefs -, e ao chef Luciano Avelar, para mostrar que Minas Gerais, Amazônia e Marseile combinam e muito.

Em entrevista à Agência Efe, Ivo explicou que buscou a fusão de ingredientes de diferentes regiões para homenagear em grande estilo a cidade, que por 21 anos recebe um dos mais importantes eventos de gastronomia do país.

“Eu acho que 300 anos de Tiradentes é uma época muito importante e nada melhor do que fazer essa fusão. Eu trouxe elementos da Amazônia como o tucupi e elementos da comida mexicana e oriental. Na sobremesa trouxe o creme de cambuci, uma fruta da região, que pertence à Mata Atlântica… Uma fruta pouco conhecida, pouco explorada e de um sabor maravilhoso”, disse Ivo.

Já Charlène quis trazer o que há de mais tradicional em sua terra, Marseille. “Escolhi dois pratos típicos do sul da França, o ratatouille e o Bouillabaise. Foram com esses dois pratos que eu ganhei o concurdo Etoiles de Mougin e apostei neles poque representam perfeitamente a culinária francesa”, disse.

O Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes ainda contou com quiosques divididos em três praças. Nelas restaurantes locais e de fora ofereceram um cardápio variado para todos os gostos e preços.

Bandas animaram o público nas noites frias da cidade, com muita MPB e jazz, e os amantes da alta gastronomia puderam acompanhar os chefs através das cozinhas ao vivo, palestras com degustações e atividades interativas.

Rodrigo Ferraz, diretor da Plataforma Fartura – Comidas do Brasil – projeto que engloba não só o Festival de Tiradentes mais também eventos gastronômicos em outras cidades do país -, ressaltou em entrevista à Efe o interesse do brasileiro cada vez maior em conhecer a alta gastronomia nacional.

“O público está dando mais importância à origem da comida e é muito importante para nós essa aderência. Trouxemos de volta os festins, porque essa é a origem do festival e fizemos isso para homenagear a cidade. Além disso, temos outros estados trabalhando bastante na gastronomia, como Ceará e Para, que contam com o apoio do governo. É muito importante que a gastronomia se torne um valor para o Brasil”, disse Ferraz.

Neste ano, os festivais Fartura acontecem de Sul a Norte, em todas as regiões do Brasil. Já passou por Porto Alegre e São Paulo e vai para Belo Horizonte na versão tradicional e kids, Brasília, Fortaleza, e Belém.

A plataforma também expandiu suas fronteiras e foi atrás de suas origens em Portugal e no início de novembro acontece a segunda edição do Festival Fartura – Comidas do Brasil em Lisboa.

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Publicado em Gastronomia

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