ESTADOS UNIDOS

Fechamento do Governo dos EUA atinge turistas, funcionários e parques

A Casa Branca fica em um parque nacional e, atualmente, seu centro de visitas está fechado e com as luzes apagadas

EFE/Erik S. Lesser

Os parques nacionais dos Estados Unidos, os turistas e milhares de funcionários começaram a sentir  os primeiros impactos do fechamento parcial da Administração, que começou por um desacordo sobre o muro com o México e que pode se prolongar até 2019.

Em Washington, os monumentos aos presidentes mais célebres dos EUA – Abraham Lincoln, George Washington e Thomas Jefferson – mantinham-se abertos para surpresa de alguns turistas, que temiam encontrar cercas e cartazes de “fechado”, como ocorreu no fechamento de Governo de 2013.

 

Estátua de Abraham Lincoln. EFE/Matthew Cavanaugh

Ramila Shrestha, originária do Nepal, explicou à Agência Efe que se sente “feliz” por ter tido a oportunidade de ver os monumentos aos presidentes, embora desejasse visitar também os jardins de trás da Casa Branca, que estão fechados pelo falta de acordo.

A Casa Branca fica em um parque nacional e, atualmente, seu centro de visitas está fechado e com as luzes apagadas.

Os fundos para financiar os parques nacionais e para nove ministérios expiraram meia-noite de sexta-feira devido a um desacordo entre a oposição democrata e o presidente dos EUA, Donald Trump, que quer que os orçamentos incluam US$ 5 bilhões para o muro com o México.

 

Presépio em um shopping de Honduras. EFE/Gustavo Amador

O fechamento é parcial porque três quartas partes do Governo – incluído o Pentágono – têm fundos até setembro de 2019, de maneira que o impacto é menor do que em outras ocasiões.

No entanto, alguns parques nacionais dos EUA tiveram que fechar as portas, embora outros permaneçam abertos parcialmente, já que os centros de informação estão fechados e, além disso, não há serviços de manutenção e nem de coleta de lixo.

O fechamento afeta 800 mil dos 2,1 milhões de trabalhadores federais dos EUA, que deixarão de receber salário, embora recuperarão quando o orçamento for aprovado.

Desses funcionários, 380 mil devem ficar em casa até a reabertura do Governo; enquanto os outros 420 mil devem comparecer para trabalhar porque são considerados “essenciais”, denominação que inclui os trabalhadores dos aeroportos e funcionários de prisões, entre outros.

 

Senado dos EUA. EFE/ Erik S. Lesser

 

Nem Trump e nem os democratas parecem dispostos a ceder e, por isso, o fechamento pode se prolongar até 2019, segundo disse ontem diretor de orçamento da Casa Branca, Mick Mulvaney, em entrevista à “Fox”.

“É muito possível que este fechamento vá além de 28 (de dezembro) e chegue até o novo Congresso”, avisou Mulvaney, que no próximo ano será o novo chefe de gabinete de Trump.

Na próxima quinta-feira, o Senado se reunirá para debater o orçamento, mas Mulvaney se mostrou pessimista e afirmou que “as coisas não vão se movimentar muito depressa durante os próximos dois dias”, de modo que o novo Congresso pode ser o responsável por aprovar a reabertura da Administração.

 

Centro de visitas da Casa Branca. EFE/EPA/Jim Lo Scalzo

 

Este é o terceiro fechamento que Trump enfrenta desde que chegou ao poder no começo de 2017. O primeiro aconteceu em janeiro deste ano, coincidindo com seu primeiro aniversário na Casa Branca, e durou três dias; enquanto o segundo foi em fevereiro e durou apenas algumas horas.

O pior fechamento da Administração na história recente ocorreu em 2013, quando Barack Obama ocupava a Presidência (2009-2017) e democratas e republicanos demoraram 17 dias para conseguir um acordo para financiar a Administração, o que produziu fortes quedas na bolsa e a perda de milhares de dólares.

 

EFE/ Erik S. Lesser

 

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