FLÓRIDA

Esculturas viram recifes em novo museu subaquático na Flórida

Sete grandes esculturas feitas com quatro materiais ambientais permitidos foram as escolhidas para a exposição inaugural

EFE/ UMA

A estratégia de ampliar com recifes artificiais as populações de peixes na Flórida e o desejo de estimular a criação artística se uniram em um mesmo projeto, o novo Museu de Arte Submersa (UMA, na sigla em inglês), que fica no noroeste do estado.

Sete grandes esculturas feitas com quatro materiais ambientais permitidos foram as escolhidas para a exposição inaugural, disse à Agência Efe Melissa Wheeler, da Aliança Cultural de Artes do condado de Walton (CAA).

A estas obras, colocadas a cerca de 20 metros de profundidade e em frente ao parque estadual Grayton, se somarão outras, que logo também se transformarão em refúgios de vida marinha para impulsionar a pesca e o turismo na região.

As peças, disse Wheeler, devem ser trabalhadas exclusivamente em “concreto limpo, calcário, aço inoxidável e alumínio”.

 

EFE/ UMA

Durante os dois últimos anos, a CAA e a Associação de Recifes Artificiais de South Walton (SWARA) se empenharam para criar o primeiro museu subaquático permanente do país para impulsionar o meio ambiente, a arte e, de quebra, a economia local.

Desde 2013, o grupo ambientalista instalou mais de uma dezena de recifes artificiais no litoral do condado de Walton, cujos frutos começam a ser vistos com exemplares jovens de pargo vermelho, garoupas e peixes-espada, bem como de polvos e tartarugas marinhas.

O novo recife “artístico” se soma a cerca de 2,7 mil nos 34 condados litorâneos da Flórida, criados com diversos propósitos, como repor populações locais de vertebrados e invertebrados marítimos, diminuir a perda local de habitat e promover a observação da fauna marinha e da pesca.

Em Walton, Andy McAlexander fundou a SWARA com a ideia de aumentar o habitat para peixes e ostras, e impulsionar o turismo com atividades como mergulho, pesca e safáris submarinos fotográficos.

Em uma área onde o leito do Golfo do México é 95% um arenal estéril, os recifes ajudaram a criar estas opções recreativas.

Devido ao fato de South Walton ter águas profundas muito perto do litoral, os recifes artificiais estão abertos para snorkel, caiaque, pesca e natação, sem necessidade de se chegar em uma embarcação.

A mostra inaugural do UMA conta, entre outras esculturas, com um abacaxi, da artista Rachel Herring, um polvo de Allison Wickey e um veado de Justin Gaffrey, entre outras peças, todas submersas, amarradas em um pedestal de mais de uma tonelada, que foram incrustadas com calcário para atrair os corais.

Além disso, inclui um crânio de uma estranha criatura que batizaram como SWARA e que ficará no centro do recife.

 

EFE/ UMA

A diretora-executiva da CAA, Jennifer Steele, agradeceu o apoio e interesse nacional e internacional despertados pelo museu, que já abriu a convocação para artistas interessados em enviar obras para a mostra de 2019.

A CAA afirmou que não existe uma regra única, mas que a essa profundidade funcionam melhores peças grandes, altas, pesadas e que além disso não tenham tantos detalhes.

“Queremos que os recifes sejam um recurso educacional vivo“, explicou McAlexander.

“Usaremos ele para ensinar aos moradores, visitantes e crianças sobre a variedade de recursos naturais que existem ao alcance”, acrescentou o fundador da SWARA.

Por outro lado, afirmou que a “perspectiva quando se vê uma escultura em um ambiente marinho é drasticamente diferente de quando se está em terra”.

O fundador da SWARA contou que, logo depois de submergir as esculturas, ele mesmo mergulhou no mar e imediatamente confirmou que o propósito da iniciativa tinha sido cumprido, “ao ver milhares de peixes circulando pelas estruturas, validando totalmente todo o esforço”.

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Publicado em Cultura

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