EUA

Competições que premiam “comilões” animam o verão americano

O 4 de julho é um dos grandes dias de um período repleto de eventos gastronômicos, onde a quantidade é a prioridade.

EFE/ Peter Foley

Hambúrgueres, cachorros-quentes, alhos, maionese e bolos, quase todos pratos ou produtos podem ser engolidos em uma das grandes tradições de festas populares nos Estados Unidos, as gigantescas competições de comida.

Uma das melhores datas para os amantes deste tipo de “esporte” americano é o Dia da Independência, celebrado no último dia 4, e onde Joey Chestnut, também conhecido como “Jaws” (mandíbulas), bateu o recorde mundial ao comer 74 cachorros-quentes em dez minutos, conquistando seu 11º título do concurso “Nathan’s”.

Chestnut, de 34 anos, sofreu para bater a marca e teve que colocar na boca uma salsicha e seu pão correspondente quando estes não pareciam mais ter lugar no corpo do campeão de mais de 1,85 metro de altura, e com 99 quilos.

 

EFE/ Peter Foley

Esses 74 “hot dogs” parecem um desafio tão impossível como engolir 6,5 quilos de torta de aniversário em 8 minutos, 182 asas de frango em 30 minutos, 9,2 litros de chili em 6 minutos, 8 quilos de cérebro de vaca em 15 ou 20 ovos cozidos em 84 segundos.

O 4 de julho é um dos grandes dias de um período repleto de eventos gastronômicos, onde a quantidade é a prioridade.

Há outras provas mais agradáveis, como nas quais se come tiramisu ou sorvete (sob o risco de ter dor de cabeça) e também de pimenta-jalapenho ou mesmo testículos de touro, que durante 35 anos foram o prato principal do chamado “Festival do Testículo”, em Montana.

Em Miami, o mais popular é o “Croquetaço”, onde, em plena celebração do carnaval, fãs e profissionais são convidados a devorar os croquetes ao estilo local, sem descanso.

E sim, há profissionais deste ramo, e Chestnut é o número um da classificação da Major League Eating (MLE), que reúne e representa os principais “comedores”. Esses verdadeiros atletas da gula podem chegar ganhar mais de US$ 500 mil por ano entre prêmios e patrocínios.

 

EFE/ Peter Foley

Dificilmente estes profissionais participariam de outros concursos em que são engolidos pequenos animais vivos. Em uma destas peculiares provas, Edward Archbold, de 32 anos, morreu em 2012 depois de ingerir dúzias de baratas e vermes vivos em apenas quatro minutos durante um concurso na Flórida.

Depois que a competição terminou, Archbold ficou indisposto e começou a vomitar os animais, morrendo por asfixia, já que suas vias respiratórias foram obstruídas pelas baratas e lombrigas.

Algo menos repugnante é ver os participantes colocarem seus rostos nas típicas tortas de maçã ou groselha para, com as mãos nas costas, comer sem piedade seu recheio, e passarem para o próximo bolo.

O amor por essas estas provas leva muitos a publicar na internet tutoriais e conselhos sobre os melhores concursos, ou como expandir a capacidade do estômago e treinar os músculos pertinentes comendo muito nos dias anteriores ou bebendo em grande quantidade no mesmo dia do concurso.

Junto com o treinamento, é vital ter uma estratégia, pois cada um dos mais de 20 tipos de concurso de comida necessita de uma tática específica, embora uma das dicas seja comer antes as carnes e proteínas e depois os carboidratos, como explica o site especializado “Food Challenges“.

Esses conselhos e técnicas são essenciais para participar do circuito da MLE. Os participantes fazem excursões pelo país para competir em aproximadamente 80 torneios, aos quais milhares de pessoas comparecem para saciar sua fome e se divertir com os “comedores”, como se fossem verdadeiras estrelas do esporte.

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Publicado em Gastronomia

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