HOLANDA

Amsterdã tenta “aliviar pressão” de turistas no Bairro Vermelho no verão

Alguns trechos de ruas de Amestrdã serão fechados ao público por algumas horas para que seja feita a limpeza da “bagunça” deixada pelos visitantes

EFE/Jerry Lampen

A Prefeitura de Amsterdã quer tentar “aliviar a pressão” que gera problemas no Bairro Vermelho e vai limitar o número de visitantes na região e impor o fechamento temporário das ruas mais afetadas pelo turismo para permitir, principalmente, o acesso de equipes de limpeza.

De acordo com a nova prefeita de Amsterdã, Femke Halsema, os “intervalos” para a são períodos nos quais o Bairro Vermelho precisa ter para “voltar ao equilíbrio”, após as badaladas noites e uma tentativa de “resolver o mais rápido possível” os problemas dos moradores da capital da Holanda. Alguns trechos – e às vezes ruas inteiras – serão fechados ao público por algumas horas para que seja feita a limpeza da “bagunça” deixada pelos visitantes, segundo o jornal “Het Parool”, que teve acesso às medidas propostas pela governante.

O número de visitantes também será controlado em certas faixas de horário, ainda não determinadas, para tornar mais fácil fechar a área quanto atingir a quantidade limite e facilitar o acesso dos serviços de emergência no caso de necessidade. Oficiais da Prefeitura terão um aparelho com leitor de cartão para exigir o “pagamento imediato” das multas aos turistas que descumprirem as regras do bairro, com assédios, fazendo imagens das garotas, urinando na rua ou jogando lixo no chão.

As medidas começarão a ser colocadas em prática nos próximos dias e estarão totalmente implantadas até o fim deste mês. Segundo um porta-voz da Prefeitura, esta ainda não é uma “resposta” definitiva para os problemas do centro da cidade, mas é um passo até que seja encontrada outra solução.

Esta resposta surge alguns dias depois de o Defensor do Povo holandês, Arre Zuurmond, denunciar que o centro de Amsterdã é “uma selva urbana” sem lei durante à noite e lamentar o fato de os policiais não terem mais capacidade de controlar o “caos” que o turismo gera, e que se soma ao conflito que existe entre as máfias da droga.

Ele acrescentou que, com base na sua experiência no local, o turismo em massa no Bairro Vermelho bloqueia as ruas principais, o que faz com que serviços de emergência “não consigam chegar a um lugar onde tenha acontecido uma briga ou alguém esteja ferido, por exemplo”.

“Na verdade, é muita coisa acontecendo todo dia ao mesmo tempo: mágicos na rua, pequenos delitos, lixo no chão em quantidades sem precedentes, muita gente, grupos de turistas cantando e gritando”, enumerou.

O Defensor do Povo também criticou os empresários que deixam o lixo na rua ainda de madrugada, o que acaba sendo chamariz para animais que, em busca de alimentos, rasgam as sacolas e espalham resíduos pelo chão.

Sobre as últimas medidas da Prefeitura, Zuurmond considerou que esta questão “não será resolvida simplesmente com mais agentes nas ruas” porque “o problema é maior do que se pode imaginar”. Segundo ele, os oficiais “não têm a autoridade adequada para agir” e os que fazem cumprir a lei “são alvo de brincadeiras” por parte dos visitantes da cidade.

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Publicado em Destinos

Turismo TV <p>Bolso con estampados típicos españoles. Foto: Grupo LK</p>
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