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Vinhos espanhois provam que “bom e barato” podem andar juntos

Vinhos espanhóis que unem diferença de solos, climas e aromas, tem tido cada vez mais entrada no mercado brasileiro através de degustações seguidas, organizadas pela Embaixada da Espanha em São Paulo.

EFE/Patrick Seeger

Vinhos espanhóis que unem diferença de solos, climas e aromas, tem tido cada vez mais entrada no mercado brasileiro através de degustações seguidas, organizadas pela Embaixada da Espanha em São Paulo. Com a prova desses novos sabores, clientes latinos descobrem que podem consumir bons vinhos, diferenciados sabores de cerca de 20 adegas familiares com bons custos.

O país ibérico, em 2013, atingiu o primeiro lugar no mundo em exportação de vinho, e “ano passado a importação de vinhos espanhois cresceu no brasil, enquanto vinhos de outros países tiverem esse número reduzido”, celebrou Ana Rachel García, conselheira econômica da Embaixada.

“O que acontece é que o Brasil é dominado por vinhos da América do Sul, e os vinhos espanhóis aqui ainda são pouco conhecidos”, ponderou Correas, mas acredita que brasileiro busca novidade, e garantiu que é isso que o vinho espanhol representa para o público brasileiro, “a novidade, aquele ar de desconhecido que deve ser descoberto”.

Para provar que não é preciso gastar muito dinheiro para provar um bom vinho espanhol, a Efe foi atrás dos importadores para encontrar os melhores vinhos nesta relação “custo-benefício” e quem aparece em primeiro lugar nessa lista é a importadora Woo do Brasil.

Borja Arabaolaza, CEO da empresa, apresentou à Efe vinhos com excelente custo-benefício como sua aposta para se aproximar do público brasileiro, o Laman 2012, que gosta de investir bem seu dinheiro quando o assunto é vinho.

A garrafa do Laman sai por menos de R$40 no mercado, mas outro destaque trazido pela Woo nesta relação é o vinho Finca la Estacada cuja versão menos sofisticada sai por volta de R$45.

Arabaolaza destacou que todos os vinhos vem de uma região tradicional para a produção vinícola, a Castilla de la Mancha e contou que ela tem as características próprias para a produção de boas uvas, “um verão quente e um inverno bem fresco”, o que faz com que as uvas do tipo Tempranillo, mais famosas dos vinhos espanhois tenham um sabor suave e que “o vinho entre bem na boca”.

O espanhol Bandido, da Bodegas Millenium, conquistou o público brasileiro pelo nome antes mesmo do sabor, é um vinho tinto que traz uma nova proposta de produção de vinhos espanhóis e que tem paladar intenso, equilibrando um sabor frutado com a acidez, no país pode ser encontrado por volta de R$ 40 a garrafa.

O importador Marcelo Vilhena, da WineBrands Brasil apresentou os vinhos da família Muriel, que ocupa a região de Rioja com suas vinhas desde a década de 20, mas que vive há pouco tempo uma expansão para Castilla, onde produz vinhos mais comerciais, por volta dos R$ 50, é o caso do Merdejo que é branco, e não passa por madeira sendo considerado por isso um vinho Jovem.

“A proposta da Muriel é ser cosmopolita, voltada ao easy-to-drink, mesmo”, explicou Vilhena, que assumiu o tinto da Real Compañía, com uvas Tempranillo, como o favorito do público brasileiro pois é “uma uva mais conhecida”, contou.

Campo Viejo é outro rótulo que apresenta com custo-benefício e é importado pela Casa Flora, com uma garrafa que chega a R$60 em alguns restaurantes.

Priscila Roda, gerente de produto da importadora, contou à Efe que os vinhos espanhóis apresentam preços mais altos em relação aos latinoamericanos, mas garantiu que eles “não são vinhos que você acha fácil em supermercados, é para aqueles que já estão acostumados com os argentinos e chilenos e querem se aprofundar no assunto”.

Agora basta preparar alguns tapas e aproveitar alguns bons vinhos espanhóis sem gastar tanto dinheiro assim.

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