MÉXICO

A vida de Carlota: o “bônus” cultural para turistas do Castelo de Chapultepec

O Castelo foi construído no topo do morro situado na Floresta de Chapultepec, palavra que provém do náhuatl e que significa “colina do chapulín” (gafanhoto)

EFE/INAH

México, 28 ago (EFE).- Em uma dramatização produzida por autoridades da capital, a imperatriz Carlota volta ao seu idílico palácio como um bônus cultural para os turistas que visitam o Castelo de Chapultepec, na Cidade do México, símbolo da história do século XIX.

Caracterizada pela atriz mexicana Jimena Gutiérrez, Carlota aparece como uma sombra entre os turistas, aos quais relata passagens da sua vida ao lado de Maximiliano, o arquiduque austríaco e cabeça do Segundo Império Mexicano (1864-1867).

“A intenção é gerar interesse e curiosidade para que as pessoas conheçam mais sobre a cultura e a história, que é muito rica “, disse à Efe Gutiérrez, quem dá vida a Carlota nesta representação apoiada pelo programa “Sorrisos” da Secretaria de Turismo da Cidade do México.

O “Sorrisos” tem feito projetos similares em utros pontos da capital com temas sobre a Conquista espanhola (1519-1521), sobre Malinche – a tradutora indígena do conquistador Hernán Cortés – ou mesmo sobre famoso casal de pintores Diego Rivera e Frida Kahlo, entre outros.

O percurso em Chapultepec, chamado “Sombras do Império”, recria aspectos da vida de Maximiliano e Carlota, moradores ilustres do Castelo, uma histórica construção que foi o lar de vice-reis e presidentes e que hoje abriga o Museu Nacional de História.

Ao lado de Carlota vão as sombras de Maximiliano, interpretado pelo ator Javier Noriega, bem como de Benito Juárez, presidente do México diversas vezes entre 1857 e 1872, interpretado por Maximino Mavaz.

Os diálogos do percurso foram escritos pela própria atriz que interpreta Carlota com base na leituras das obras do historiador mexicano José Manuel Villalpando e do escritor Armando Fuentes.

“É um percurso dramatizado para incentivar a curiosidade histórica dos visitantes “, assegura a atriz sobre estes personagens que estiveram em lados opostos na história do século XIX no México.

Juárez nunca residiu oficialmente no Castelo de Chapultepec, já que durante a sua Presidência ele instalou sua residência no Palácio Nacional, sede do Poder Executivo.

Noriega, o ator que cultiva a mesma barba loira de Maxilimiano durante este percurso, considera uma honra dar vida à personagem.

“Acho que a história não fez justiça a ele. Maxmiliano levou ao México coisas pelas quais não foi reconhecido e enfrentou sua morte com muita honra. Representar um personagem com tanta galhardia, com tanta história, é uma honra “, comenta.

Noriega agradece que os turistas se aproximam para vê-los e tirar fotografias, mas os que mais o agrada é quando um criança lhe expressa o interesse por “saber mais” da história mexicana.

Jorge Maldonado, visitante procedente da cidade vizinha de Toluca, qualificou o percurso de interessante, já que permite adentrar na história do México.

O Castelo foi construído no topo do morro situado na Floresta de Chapultepec, palavra que provém do náhuatl e que significa “colina do chapulín” (gafanhoto).

Essa floresta foi residência dos imperadores astecas Moctezuma Ilhuicamina (governante de 1440 a 1469) e de Moctezuma Xocoyotzin (de 1502 a 1520), sobre cujos alicerces se edificou um palácio para ser utilizado pelos vice-reis por mais de dois séculos.

Em 1785, com o vice-rei Bernardo de Gálvez, se iniciou a construção do Castelo e após a Independência do México da Espanha (1810-1821) foi transformado em sede do Colégio Militar, o qual foi atacado pelo Exército americano em 1847.

O Castelo se manteve como lar dos presidentes do México independente até o fim do Segundo Império Mexicano, quando ficou no abandono até que em 1876 foi declarado como sede do Observatório Astronômico e Meteorológico.

Durante o mandato de Porfirio Díaz, o Castelo recuperou o seu esplendor e depois foi casa dos presidentes Francisco I. Madeiro, Venustiano Carranza, Álvaro Obregón, Plutarco Elías Calles, Pascual Ortiz Rubio e Abelardo Rodríguez, até que em 1939, Lázaro Cárdenas o declarou como sede de Museu Nacional de História.

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Publicado em Cultura

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