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São Miguel do Gostoso, um refúgio para o kitesurf e windsurf

No extremo nordeste do estado, do Brasil e da América do Sul, “na esquina do continente” como muitos de seus 10 mil moradores dizem, o refúgio turístico está a 102 quilômetros da capital Natal.

Um vento considerado por muitos praticantes como “perfeito” para o kitesurf e o windsurf, além de uma paisagem com praias paradisíacas, atraíram nos últimos anos um grande número de estrangeiros para viver definitivamente na pequena São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte.

No extremo nordeste do estado, do Brasil e da América do Sul, “na esquina do continente” como muitos de seus 10 mil moradores dizem, o refúgio turístico está a 102 quilômetros da capital Natal.

Nos últimos dez anos, a cidade vê crescer a presença de estrangeiros, que descobriram as belezas das praias e ótimos ventos para os esportes de vela em mar aberto. Além disso, São Miguel do Gostoso se mostra um paraíso àqueles turistas que querem fugir do agito das metrópoles.

Na jovem São Miguel do Gostoso, que em julho de 2018 completará 25 anos de emancipação do município de Touros, vivem cerca de 200 estrangeiros, na maioria italianos, e um grande número de turistas de outros países marca presença, principalmente da Europa. E muitos são seduzidos a se mudar para lá.

A prefeitura do município potiguar disse à Agência Efe que os estrangeiros representam 30% da economia local, e que do total de turistas que o município recebe por ano, 70% são de outras nacionalidades.

Amantes do kitesurf 

Também praticante do kitesurf, o português Nuno Gonçalo, chef de cozinha em Lisboa, queria viver em um lugar no Brasil com praia, e decidiu se radicar em São Miguel do Gostoso há 11 anos, onde abriu uma pousada, na qual não poderia faltar o menu lusitano.

“Sempre gostei dos esportes de mar, já praticava surfe em Portugal e muito mais. Sabia que aqui era um lugar super bom para o kitesurf, porque alguém já tinha me falado daqui. Fui subindo pelo Nordeste e paramos aqui. E, quando paramos aqui, já foi para ficar”, contou Gonçalo.

No caso do francês José Pires, que há dez anos visitava a cidade como turista e se instalou a partir dos últimos seis, foram as belezas naturais e as praias que o levaram ao Brasil para buscar sociedade com outros estrangeiros e montar um restaurante, que deu origem a uma pequena rede gastronômica.

“O Brasil é um dos poucos países no mundo onde você não precisa de muito dinheiro para abrir um negócio. Com R$ 200 você compra um carrinho e vende cachorro-quente. O brasileiro tem isso, é um povo que tem uma informalidade que às vezes é até boa”, disse.

Outra história parecida é a da senegalesa Fátima Ndoye e de seu marido italiano, que há cinco anos abriram uma pousada depois de apostarem na tranquilidade oferecida por São Miguel do Gostoso.

“A maioria dos investidores que eu conheço são pessoas que vieram para cá buscando paz, tranquilidade, porque realmente é muito tranquilo aqui”, afirmou Ndoye.

Publicado em Destinos

Turismo TV <p>Bolso con estampados típicos españoles. Foto: Grupo LK</p>
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