RIO 2016

Queda do dólar encarece Rio Olímpico

A água de coco, o aluguel de guarda-sóis e cadeiras são alguns dos indicadores da inflação de temporada.

Foto: EFE / Marcelo Sayão

A queda do dólar e o aumento dos preços de alguns serviços, como diárias de hotéis, tornarão a experiência de conhecer o Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos mais cara, embora a cidade ainda esteja mais barata para quem vem de fora do que na Copa do Mundo, em 2014.

Com uma cotação de cerca R$ 3,30 para cada dólar, 20% a menos que no início deste ano, quando a moeda americana bateu a barreira dos R$ 4, os turistas ainda contarão com um câmbio mais favorável que há dois anos, quando US$ 1 valia pouco mais de R$ 2.

Mas para gastar bem, os turistas – e aí vale para os estrangeiros e os brasileiros de outras partes do país, é preciso ficar de olho nos preços que encontram na rua, especialmente na zona sul, no centro e próximo à cidade olímpica.

Longe das praias, o complexo olímpico oferecerá preços ao estilo das grandes competições: a água custará R$ 8, a cerveja R$ 13 e um prato de macarrão cerca de R$ 20.

Muito mais caro para chegar e ficar

Para quem resolver ir ao Rio ou a algumas das seis sedes da competição de futebol na última hora, há outro vilão, os preços das passagens aéreas. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), foram detectados que alguns bilhetes superaram até dez vezes seu valor normal.

“Detectamos picos que chegam a dez vezes o valor normal, mas também existem passagens sem praticamente nenhuma mudança de valor em relação a outros períodos do ano, dependendo da data, do horário e a companhia procurada”, explicou a Abav.

A associação também detectou o mesmo fenômeno em hotéis, “que em muitos casos oferecem valores superfaturados, embora em outros seja possível encontrar valores mais atraentes”.

Isso porque, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens, “muitas operadoras fizeram bloqueios grandes para o período dos Jogos, o que pode garantir preços mais acessíveis”, afirmou a associação.

Os turistas também não escaparão do aumento do preço dos aluguéis nas três principais regiões da cidade em que haverá competições olímpicas: Maracanã, zona sul e Barra de Tijuca, onde estão a maioria das instalações.

Segundo os dados do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi), na zona sul da cidade, onde ficam as praias de Copacabana e de Ipanema, os aluguéis aumentaram 259% se comparados com os da baixa temporada.

O aluguel de temporada de um apartamento de dois quartos em um agosto normal costuma custar R$ 320 por noite. Durante as Olimpíadas, por outro lado, os proprietários estão pedindo, em média, quase três vezes mais, R$ 1.150.

barra olimpíadas