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Paixões brasileiras, futebol e cerveja reforçam união na serra fluminense

Não só em Teresópolis, mas em Petrópolis, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu, e outras cidades serranas, há diversas cervejarias, algumas de grande tradição e outras menores, além de algumas artesanais, que conservam a tradição dos imigrantes alemães que se instalaram na região

Teresópolis: serra carioca e futebol, paixões nacionais. Foto: EFE/MARCELO SAYAO

Duas das maiores paixões dos brasileiros, o futebol e a cerveja, estão unidas em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, onde a seleção se prepara para disputar a Copa do Mundo a partir de 12 de junho.

O elenco que vai tentar conquistar o hexacampeonato está desde o início da semana na Granja Comary, em uma região que recebeu as primeiras cervejarias do país ainda no século 19.

Não só em Teresópolis, mas em Petrópolis, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu, e outras cidades serranas, há diversas cervejarias, algumas de grande tradição e outras menores, além de algumas artesanais, que conservam a tradição dos imigrantes alemães que se instalaram na região.

E na serra fluminense, onde a seleção se prepara, foi dada grande contribuição para a produção de 13,4 bilhões de litros de cerveja do país no ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil).

“Cerveja e Brasil combinam porque é um país tropical, com clima propício para beber uma cerveja gelada”, afirmou a Agência Efe o mestre cervejeiro Gabriel di Martino, responsável pela produção da Saint Gallen, que comercializa a marca Theresópolis.

Cercado por tonéis de aço onde acontece a elaboração de novas receitas, Di Martino explicou que o público brasileira está começando a adquirir o gosto pela cerveja mais requintada e melhor produzida.

“Podemos ver que hoje o brasileiro quer qualidade no que está bebendo. São, no geral, cervejas mais amargas e mais complexas em relação ao aroma”, disse.

Em suas “experiências”, Di Martino afirmou que chegou a criar uma cerveja de abóbora temperada com noz moscada, cravo e canela, uma produção difícil, que segundo o mestre deu “um resultado muito diferente”.

No momento em que quase todas as marcas apostam no casamento com a Copa para fazer a promoção das vendas, a Brahma inovou e lançou uma linha limitada, com parte da cevada cultivada na Granja Comary, a poucos metros de onde Neymar e companhia estão treinando.

Resta saber se, durante a Copa do Mundo, o consumo de bebida vai acontecer durante as festas de comemoração pelo sexto título mundial, ou abastecerão conversas de bar que lamentarão o fracasso da seleção.

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