LISBOA

A noite, o outro negócio da primeira Web Summit em Lisboa

Quem manda em nossos estabelecimentos são os clientes”

En los muelles anexos al río Tajo en Lisboa, se han abierto docenas de negocios de ocio y restauración para todos los gustos y todos los públicos. Foto: Ayuntamiento de Lisboa

Sabendo que muitos negócios são fechados em torno de um jantar ou com drinks, os restaurantes de Lisboa oferecem liberdade e flexibilidade para aproveitar as noites da Web Summit, que começou nesta segunda-feira na capital portuguesa, e que reúne mais de 50 mil potenciais clientes na cidade até quinta-feira.

Boemia é parte do evento

Oficialmente, os restaurantes e bares de Lisboa não devem alterar seus horários durante o evento, mas na prática se adaptarão para aceitar um desafio lançado pela Web Summit, de conhecer mais Lisboa, além dos limites do Palácio de Congressos.

“Nunca se sabe quem conheceremos nas ruas e nos bares. O Uber teve uma grande rodada de negócios em um pub durante uma Web Summit”, destacou o site do evento, sugerindo que outro empreendedor pode ter igual sucesso. E os estabelecimentos lisboetas buscam ser o cenário.

“Restaurantes e bares vão funcionar até a hora que quiserem. Quem manda em nossos estabelecimentos são os clientes”, afirmou o diretor-geral da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (Ahresp), José Manuel Esteves.

O perfil do frequentador da Web Summit pode ser resumido como de pessoas com agendas curtas que “gostam de comer bem, estão abertas para novidades e também querem ser surpreendidas”, explicou Esteves.

Com estas variáveis, os organizadores do WebSummit elaboraram uma série de recomendações, em primeiro lugar para os restaurantes, aos que a associação propõe uma cozinha “que não seja muito internacional” e aposte pela comida portuguesa, enquanto aos bares e boates aconselham “liberdade total”.

Tradição irlandesa com sotaque português

As horas após o jantar serão, sem dúvida, a joia da coroa para o setor, pois nesta faixa a Web Summit convocou seus conhecidos “Pub Crawls”, atividade que acontecia paralelamente ao congresso em Dublin, onde foi criado em 2010.

O percurso pelos pubs da capital irlandesa, onde entre pints os presentes quebravam o gelo e falavam de forma mais descontraída que no palácio onde acontece o congresso.

Com o tempo, os “Pub Crawls” se transformaram também em um evento social, por onde passaram, como lembraram os organizadores da Web Summit, o cantor Bono, Elon Musk, diretor-executivo de SpaceX; e o ator Jack Gleeson, que interpretou o antipático rei Joffrey na série “Game of Thrones”.

Agora que o Web Summit foi para Lisboa, tomaram o bastão dos pubs os cosmopolitas e faceiros bares do Bairro Alto e da região do Cais do Sodré, na beira do Tejo, dois dos pontos mais boêmios da capital portuguesa.

O objetivo dos restaurantes e bares é, finalmente, “marcar a diferença” e surpreender os congressistas para que queiram voltar a Lisboa em outros eventos empresariais ou de férias.

Impacto turístico boca a boca

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (Ahresp) não tem como medir o impacto econômico da Web Summit, que será assistidas, ressaltou Esteves, pessoas muito habituadas a usar redes sociais e compartilhar suas experiências, o que pode impulsionar de forma fundamental o já famoso turismo português.

“Uma publicação no Facebook ou uma foto bonita no Instagram são capazes de fazer mais pela economia do que uma campanha de publicidade orquestrada ou um artigo de revista”, comentou o diretor-geral da associação de turismo.

Turismo TV <p>Bolso con estampados típicos españoles. Foto: Grupo LK</p>
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