TURISMO MÉDICO

Mais empresas americanas investem em turismo médico a países latinos

A cúpula contou com 500 participantes de 15 países e foi liderada pela “Latino Coalition” (TLC), organização sem fins lucrativos com sede em Los Angeles.

Cada vez mais empresas dos Estados Unidos estão oferecendo a seus trabalhadores planos de saúde com a opção de viajar para um país latino-americano para receber tratamento médico.

5% dos empregadores nos  estão oferecendo planos de turismo médico.

O crescimento em dois anos destes programas foi exponencial”, afirmou Massimo Manzi, diretor-executivo do Conselho para a Promoção Internacional de Medicina da Costa Rica (Promed).

Mais barato e coberto pelas empresas

O auge do turismo médico se deve, entre outros fatores, à implementação do Obamacare. O programa de saúde presidencial aumentou a pressão sobre as corporações e gerou custos adicionais para elas, o que as obrigou a buscar alternativas mais econômicas e a olhar para o exterior.

“Elas utilizam programas médicos que incentivam os empregados a viajarem à Costa Rica ou à América Latina. As despesas de viagem são cobertas pelo empregador, a cirurgia também e não há co-participação nem dedução, como nos Estados Unidos”, explicou Manzi.

Algumas companhias chegam inclusive a emitir um cheque aos trabalhadores que os ajudam a “economizar dinheiro” ao eleger tratamentos em outro país.

Cúpula para incentivar turismo médico

Na “Cúpula Latino-Americana de Turismo de Saúde”, realizada em Los Angeles, o embaixador da Costa Rica nos EUA, Román Macaya Hayes, contou que várias empresas americanas já elegeram a Costa Rica como destino médico pela grande qualidade dos serviços oferecidos.

“Não ter um exército serviu para investir em educação e em saúde durante décadas. Temos grandes profissionais muito capacitados que oferecem serviços médicos de qualidade”, destacou o diplomata.

A cúpula contou com 500 participantes de 15 países e foi liderada pela “Latino Coalition” (TLC), organização sem fins lucrativos com sede em Los Angeles.

O diretor-executivo da TLC, Héctor Barreto, indicou que a demanda do turismo médico irá aumentar no futuro para cobrir as necessidades da crescente comunidade latina.

“Os empregados vão preferir ir a um país que conhecem – e que talvez seja o seu de origem – para fazer algum tratamento por ser mais familiar e por permitir economizar milhares de dólares”, concluiu Barreto.