EUA

Louisville, a Pequena Havana longe de Miami

Artistas, professores, trabalhadores de saúde, caminhoneiros e proprietários de negócios fazem parte do novo “tecido humano” que forma a comunidade cubana de Louisville.

21c Museum Hotel de Louisville, EEUU. Foto: EFETUR/Cedida por Hoteles.com

O aroma de café intenso, os sabores da tradicional culinária caribenha e o ritmo do mojo são cada vez mais comuns na cidade americana de Louisville, que tem percentualmente a terceira maior comunidade cubana do país, atrás somente de Miami e Las Vegas.

Longe dos 1,2 milhão de cubanos que vivem no sul da Flórida, esta cidade no estado de Kentucky se transformou nos últimos anos em um poderoso imã para os cubanos por sua qualidade de vida e as oportunidades econômicas que oferece, além de ser acolhedora com os imigrantes.

“Little Havana”

Em 2014 mais de sete mil cubanos viviam na área metropolitana de Louisville, o dobro de cinco anos antes, segundo dados do censo, embora moradores garantam que esse número já chegou a 14 mil, ameaçando a hegemonia dos mexicanos como principal minoria da cidade.

Artistas, professores, trabalhadores de saúde, caminhoneiros e proprietários de negócios fazem parte do novo “tecido humano” que forma a comunidade cubana de Louisville, que oferece postos de trabalho mais bem pagos e tem um custo de vida menor que o de Miami.

Um deles é Fernando Martínez, que chegou de Cuba em uma balsa na década dos anos 90 e encontrou em Louisville o famoso “sonho americano” que tinha desde criança em sua ilha natal.

Após anos trabalhando como jardineiro, açougueiro e outros trabalhos temporários para poder economizar e começar seu próprio negócio, ele agora é proprietário de sete restaurantes na área de Louisville.

“As oportunidades existem, mas é preciso estar disposto a trabalhar duro para alcançar esses sonhos”, afirmou.

Outro exemplo é Luis Fuentes, um engenheiro ambiental que há sete anos publica o jornal mensal “El Kentubano”.

Fuentes explicou que a chave para esta chegada de cubanos em Louisville é por a cidade dar boas-vindas aos imigrantes e oferecer a oportunidade de se desenvolverem e se integrarem à cultura americana.

“Quando cheguei aqui, não passávamos de cem, mas vimos que havia organizações sem fins lucrativos dispostas a nos ajudar a buscar trabalho e a nos adaptarmos”, lembrou.

Entre cubanos e americanos

E foi exatamente esse sentimento de solidariedade que ele sentiu ao chegar em Louisville, o que o levou a criar o jornal, que busca educar e orientar os novos imigrantes novos, e que passou de uma tiragem de mil para 10 mil exemplares.

De acordo com Rhonda Buchanan, diretora do programa de Estudos latino-americanos da Universidade de Louisville, organizações sem fins lucrativos como a Kentucky Refugee Ministries, que ajudam desde outubro a cerca de 800 cubanos a se instalarem na região, tem um papel fundamental no processo de assimilação dos imigrantes.

“Louisville não tem um mercado tão saturado como outras cidades, como Miami, embora ofereça uma área de conforto que permite o desenvolvimento de negócios e comecem em melhores condições”, explica a Efe Brandon.

Esta comodidade se traduz em benefícios econômicos para a cidade, pois, segundo dados do Censo, em 2012 os negócios latinos empregaram 1.904 pessoas e geraram US$ 624 milhões.

“Algo que está ocorrendo em Louisville é que muitos dos imigrantes que estão vindo para a região escolhem Louisville não só pelas melhores oportunidades de emprego, mas também para criar empregos através de seus negócios”, elogiou Brandon.

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