Irã, história muito além dos conflitos

A antiga Pérsia é um oásis de história e belezas naturais no Oriente Médio, atrativos que estão muito distantes dos conflitos da região.

A cidade de Isfahã

A antiga Pérsia, hoje República Islâmica do Irã, é um país cheio de contrastes e joias arquitetônicas e paisagísticas, algumas consideradas Patrimônio da Humanidade, como Choga Zanbil, Persépolis ou Isfahã, que não deixam ninguém indiferente.

Destino fascinante por sua longa história, o Irã era conhecido como Pérsia até 1935. O país, que tem um milhão e meio de quilômetros quadrados e 80 milhões de habitantes de várias etnias, fica entre o Oriente Médio e a Ásia Ocidental.

Povoado de Abiané, na província de Isfahã.

Povoado de Abiané, na província de Isfahã.

Viajantes experientes recomendam que quem decidir conhecer o Irã deixe os preconceitos para trás. O país, para o blogueiro Paco Nadal, “é tão seguro que é possível caminhar sozinho a qualquer lugar, mesmo de noite”.

Além disso, está mais fácil entrar no Irã. A política de vistos foi flexibilizada, e agora é possível obtê-lo no aeroporto de chegada, desde que com o bilhete de volta já comprado. Os ônibus entre as cidades funcionam bem e são baratos, e muitos hoteis têm sites onde é possível fazer reservas com antecedência e ver as acomodações.

Mas fique atento: não existe a possibilidade de usar cartão de crédito. Leve dólares ou euros, amplamente aceitos nas casas de câmbio.

O país leva a sério o código islâmico de vestimenta, também para turistas, o que significa que as mulheres devem estar com as cabeças cobertas em lugares públicos.

Cidades imperdíveis

A capital do Irã, Teerã, e os antigos centros de Chiraz e Isfahã, estas últimas exemplos da arquitetura persa e também oásis no meio do deserto, são imprescindíveis em uma visita ao Irã, por mostrarem o contemporâneo e vestígios de sua cultura ancestral.

A cidade universitária de Chiraz, 900 quilômetros ao sul de Teerã, é também o ponto de partida para visitar os sítios arqueológicos de Persépolis, que ficam a apenas 50 km dali.

É verdade que é preciso um pouco de imaginação para ter uma ideia do quão majestosa essa cidade foi. Destruída por Alexandre Magno em 331 A.C., seus destroços permaneceram ocultos até meados de 1930.

O local foi declarado Patrimônio da Humanidade em 1973, e os restos de Persépolis se converteram em um símbolo do que foi o vasto império persa.

Mais perto de Teerã está Isfahã, que foi duas vezes capital do império e tem alguns monumentos belíssimos, principalmente mesquitas, como a Grande Mesquita e a de Shah.

Isfahã fica nas margens do rio Zayandeh e está cheia de bulevares arborizados, amplas avenidas e praças, palácios, mesquitas e jardins de tirar o fôlego. A terceira cidade mais populosa do Irã é seu principal destino turístico.

Santuário de Mohammad Helal Ibn Ali na cidade de Aran e Bidgol, na província de Isfahã. Foto: EFE/Abedin Taherkenareh

Santuário de Mohammad Helal Ibn Ali na cidade de Aran e Bidgol, na província de Isfahã. Foto: EFE/Abedin Taherkenareh

Existem vários outros lugares que valem a pena ser visitados, e assim como em Isfahã, admirar os azulejos, os bazares e a vida cotidiana em alguns de seus bairros mais populares.

Ao adquirir algumas peças tenha em conta que a exportação de antiguidades e de tapetes antigos é proibida. É conveniente se assegurar se poderá levar suas lembranças antes de comprá-las.

Teerã, a capital de Irã, é uma cidade, como tantas outras capitais árabes, caótica, mal planejada, mas com um encanto que pode ser atribuído às pessoas e aos edifícios históricos dali.

Como a mesquita de Sepahsalar e alguns museus. Vale destacar o Museu Arqueológico, considerado o melhor do país e também o interessante museu de tapetes.

Mas o Irã é um país extenso que oferece outras atrações além de sua história. Ele tem, por exemplo, muitos quilômetros de costa, tanto ao norte, no litoral do mar Cáspio, como no Golfo de Omã e no Golfo Pérsico.

Anzali, na província de Gilã. Foto: EFE/Abedin Taherkenareh

Anzali, na província de Gilã. Foto: EFE/Abedin Taherkenareh

A natureza é variada, com desde uma região de cavernas a incríveis desfiladeiros e formações rochosas que são de uma beleza impressionante. Como o Vale das Estrelas, na ilha de Qeshm, com suas caprichosas formas esculpidas pela erosão, e também por seus famosos manguezais.

O Vale das Estrelas, na ilha de Qeshm. Foto: EFE/Abedin Taherkenareh

O Vale das Estrelas, na ilha de Qeshm. Foto: EFE/Abedin Taherkenareh

Tenha em conta

Álcool e drogas O consumo de álcool é rigorosamente proibido, assim como o consumo e o tráfico de drogas. As embaixadas costumam alertar que são passíveis de duras penas. A pena de morte existe e é aplicada no Irã para delitos graves, como o narcotráfico.

Código islâmico O governo iraniano “recomenda o estrito respeito às normas sociais impostas pelo código islâmico vigente no país. A homossexualidade, o adultério e as relações sexuais entre homens não muçulmanos com mulheres muçulmanas são rigorosamente proibidas”.

Fotografias É ilegal fotografar instalações militares ou governamentais, inclusive de aeroportos. O governo do Irã aconselha prudência na hora de fazer fotos ou vídeos de edifícios.

Indumentária e religião Também é recomendável prestar especial atenção à indumentária ao visitar lugares de culto e durante festividades religiosas especiais, especialmente nos meses do Ramadã e do Muharram.

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Turismo TV <p>Bolso con estampados típicos españoles. Foto: Grupo LK</p>
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