INHOTIM

Inhotim: Mergulho em arte, fotografia e arquitetura

Escondido no meio de um jardim botânico em Brumadinho, o Instituto Inhotim é um dos maiores museus a céu aberto da América Latina com mais de 700 obras.

  • ACOMPAÑA CRÓNICA: BRASIL ARTE BRA24. BRUMADINHO (BRASIL), 08/11/2016.- Fotografía del 6 de noviembre de 2016 del Instituto Inhotim, un museo al aire libre escondido en medio de un bosque de la localidad de Brumadinho (Brasil). El arte contemporáneo a gran escala, fotografía de autor y una arquitectura sorprendente se juntan al sudeste de Brasil. EFE/ Antonio Lacerda
  • ACOMPAÑA CRÓNICA: BRASIL ARTE BRA28. BRUMADINHO (BRASIL), 08/11/2016.- Fotografía del 6 de noviembre de 2016 de visitantes en el Instituto Inhotim, un museo al aire libre escondido en medio de un bosque de la localidad de Brumadinho (Brasil). El arte contemporáneo a gran escala, fotografía de autor y una arquitectura sorprendente se juntan al sudeste de Brasil. EFE/ Antonio Lacerda
  • ACOMPAÑA CRÓNICA: BRASIL ARTE BRA31. BRUMADINHO (BRASIL), 08/11/2016.- Fotografía del 6 de noviembre de 2016 del Instituto Inhotim, un museo al aire libre escondido en medio de un bosque de la localidad de Brumadinho (Brasil). El arte contemporáneo a gran escala, fotografía de autor y una arquitectura sorprendente se juntan al sudeste de Brasil. EFE/ Antonio Lacerda

Arte contemporânea em grande escala, fotografia autoral e uma arquitetura surpreendente formam o Instituto Inhotim, museu ao ar livre escondido no meio de um jardim botânico em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte (1h30 da capital mineira).

O Inhotim, museu carregado de experiências sensoriais, reúne 23 pavilhões, quatro deles itinerantes, que se relacionam diretamente com a natureza. São mais de 700 trabalhos de 200 artistas do mundo todo.

Obras grandiosas e sensoriais 

Uma das obras mais impactantes é “De lama lâmina” do americano Matthew Barney, que só pode ser vista após atravessar um pequeno caminho silvestre.

No meio da espessa vegetação, aparece uma espécie de iglu com espelhos e em seu interior uma gigantesca máquina industrial cujas rodas estão envolvidas em uma espessa camada de barro enquanto um de seus braços agarra o tronco de uma árvore branca, feita de polietileno.

“É uma questão da tecnologia em contraste com a natureza porque a árvore é de plástico e a máquina, feita precisamente para destruí-la, e tudo isso no meio da natureza”, explicou Victor Braz, um dos curadores do Inhotim.

As criações do Instituto Inhotim, que possui área total de 110 hectares, roçam em algumas ocasiões o mágico, como ocorre com a intrigante “Elevazione”, do italiano Giuseppe Penone.

No meio de um vasto campo, uma castanheira centenária fundida em bronze permanece suspensa no ar a uma altura que permite ao visitante passar por baixo e observar seu coração.

A castanheira está acima do solo graças a pés de aço, e plantadas ao seu lado há cinco exemplares de uma espécie local de árvore, o Guaritá, que, ao longo dos anos, cresceram até criar um conjunto arquitetônico natural.

castanheira

Elevazione, de Giuseppe Penone.

Identidade nacional

Este paraíso artístico, aberto ao público em 2006, também propõe contrastes tão variados como o de se deparar com três coloridos Fuscas, ideia materializada pelo brasileiro Jarbas Lopes.

A fotografia do hispânico-brasileiro Miguel Rio Branco retrata em diferentes formatos audiovisuais a prostituição no Pelourinho, um dos bairros mais pobres de Salvador, em um trabalho documental estético e social ao mesmo tempo.

Em outra sala escura e incomunicável, Rio Branco expõe “Tubarões de seda”, uma obra perturbadora composta pelas imagens de tubarões impressas em telas que convidam o espectador a tocá-las com seu próprio corpo.

Uma fortaleza labiríntica de tijolos reúne mais de 500 fotografias de Claudia Andújar, fotógrafa brasileira nascida na Suíça, que conviveu durante quase uma década com o povo indígena Yanomani, que vive no Amazonas.

Muito espaço para novos turistas 

Já conhecido pelo público brasileiro, o Instituto Inhotim recebe apenas 13% de turistas estrangeiros, como Greta, que voltou ao museu após sua primeira visita, há três anos.

“Voltei porque as exposições vão mudando e é realmente interessante. Não há nenhum lugar no mundo como este”, comentou a jovem italiana.

O Instituto Inhotim recebeu em 2010 o título de Jardim Botânico da Comissão Nacional de Jardins Botânicos do Brasil, por abrigar cerca de 4.200 espécies de plantas, algumas delas em risco de extinção.

“Estou impressionado com a diversidade de plantas que temos aqui de biodiversidade nativa e estou sonhando com a de incensos que poderia fazer neste lugar”, apontou  o vendedor de incensos naturais João Francisco de Souza.

Arte, arquitetura, fotografia, conservação e também programas de inclusão social para a população local e fortalecimento do mercado artesanal fazem parte do projeto Inhotim, como os incensos naturais que vende Souza.

Turismo TV <p>Bolso con estampados típicos españoles. Foto: Grupo LK</p>
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