CHINA

Hangzhou, a joia paisagística do leste da China que sediou a cúpula do G20

É dessa região a grande maioria da emigração chinesa à Europa.

LOW05 HANGZHOU (CHINA) 02/08/07 : Fotografía del 31 de julio del 2007 distribuida hoy jueves 2 de agosto de algunos edificios en Tiandu Cheng, un barrio que está siendo construido a imagen de Paris en Hangzhou, China. La urbanización, contará, una vez terminada, con edificios de estilo parisino y réplicas de los principales monumentos de la capital francesa. El proyecto ha sido diseñado por el Instituto de Planificación Hangzhou Urban planning institute en cooperación con el estudio británico de arquitectura Atkins. EFE/Jackson Lowen

A China sediou sua primeira cúpula do G20, a maior reunião internacional de líderes já realizada no país, e a sede escolhida é uma cidade pouco conhecida no exterior, mas uma joia cultural e paisagística chinesa.

A cidade que encantou Marco Polo

É a antiga capital chinesa de Hangzhou (durante a dinastia Song, a Idade Média ocidental, sob o nome de Lin’An), cidade que no século XIII maravilhou Marco Polo em sua viagem de volta à Europa, e que hoje é uma das mais belas e ricas do país, além da capital da próspera província de Zhejiang.

“Sem dúvida, a cidade mais suntuosa e elegante do mundo”, escreveu o célebre viajante veneziano.

É dessa região a grande maioria da emigração chinesa à Europa, que tem séculos de fama pelo espírito empreendedor e mercantil de seus habitantes, e agora é considerada também, com Hangzhou à frente, o berço do setor privado da China desde a década de 80.

Foi ali que começaram a surgir e se estender, mais rapidamente do que no resto do país, as primeiras empresas e negócios privados da China comunista, a partir da política de reforma e abertura lançada por Deng Xiaoping para tirar o país da estagnação da Revolução Cultural (1966-1976).

Cidade contemporânea e de negócios

O resultado é que a Hangzhou de hoje, além de uma das cidades mais famosas para o turismo interno, é também uma rica capital de províncias, talvez a mais rica da China, em cujas ruas convivem bicicletas e carros esportivos, e elegantes cantos históricos com a maior loja da Apple na Ásia.

É ali também a sede central o gigante chinês do comércio eletrônico Alibaba, que protagonizou em 2014 em Wall Street a maior saída a bolsa da história, e cujo fundador, Jack Ma, nativo da cidade, a descreveu precisamente como o futuro “centro da nova economia” articulada pela internet.

Paraíso natural

O que tornou Hangzhou, a apenas 170 quilômetros de Xangai, famosa entre os chineses foi a beleza do Xihu (“Lago do Oeste”), um imenso tanque artificial construído na antiguidade, rodeado de árvores e montanhas, com vários pavilhões e quiosques em suas margens, que davam paz e intimidade para o amor de seus soberanos.

Em seu interior há várias ilhas artificiais ajardinadas que são uma delícia para os sentidos, e à beira d’agua, onde os salgueiros balançam com o vento, a serenidade da paisagem que se estende até o horizonte, com suas embarcações de passeio, seus cumes e templos budistas ao longe, permite quase viajar no tempo.

Os imperadores Song escolheram esta região para escapar das preocupações da corte, e agora visitantes e turistas relaxam rodeados de natureza, enquanto nas margens do lago, em torno de onde cresceu grande parte da cidade (que tem monumentais engarrafamentos), se distribuem templos e casarões.

Importância política

Durante décadas Hangzhou foi o destino predileto de descanso para os líderes chineses, isolados nas margens do imenso Xihu, onde o presidente americano Richard Nixon se reuniu com o primeiro-ministro chinês Zhou Enlai, na histórica primeira visita oficial à China de um presidente americano, em 1972.

Hangzhou é um das fortificações que serviram ao atual presidente da China, Xi Jinping, em sua trajetória rumo ao poder central, já que sua experiência como secretário-geral do Partido Comunista da China (PCCh) em Zhejiang (o cargo máximo político provincial), com sede na cidade, entre 2000 e 2007, foi fundamental para sua nomeação.

Isto explica em parte a eleição de Hangzhou como sede para a primeira cúpula chinesa do G20, além de seus encantamentos paisagísticos e históricos, como suas montanhas cobertas pelo cultivo de chá, e a magia de seu templo de Lingyin, encravado no meio da floresta, um dos mais espetaculares monumentos religiosos de toda a China.

Turismo TV <p>Bolso con estampados típicos españoles. Foto: Grupo LK</p>
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