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Guarujá se pinta de azul e amarelo para receber seleção bósnia

O Guarujá, por ser um centro de treinamento escolhido por uma seleção, teve direito a receber uma verba de R$ 12 milhões do governo do Estado de São Paulo e outros R$ 4,5 milhões do governo federal para equipar o estádio.

  • Belezas das praias paulistas, no Guarujá. Foto: EFE/Aarón Cadena Ovalle
  • Belezas das praias paulistas, no Guarujá. Foto: EFE/Aarón Cadena Ovalle
  • Belezas das praias paulistas, no Guarujá. Foto: EFE/Aarón Cadena Ovalle

Com vista para o mar, os jogadores da Bósnia realizarão vários sonhos no Brasil: estrearão em uma Copa do Mundo contra Lionel Messi no mítico Maracanã e serão vizinhos, durante estadia no Guarujá, em São Paulo, de ninguém menos que o Rei Pelé.

Além do “verde e amarelo” dos anfitriões, a cidade da Baixada Santista, localizada a cerca de 90 quilômetros da capital, adotou o azul e amarelo da Bósnia. A ex-república iugoslava fará seu primeiro jogo na competição em 15 de junho, contra a Argentina no Maracanã, com torcida garantida de todos no Guarujá.

“Os dirigentes da Bósnia nos convidaram para ver o jogo contra a Argentina no Maracanã. E evidentemente vamos ter de torcer pela Bósnia”, disse entre risos à Agência Efe o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, Duino Verri Fernandes.

Um dos atrativos para a seleção em que se destaca o atacante Edin Dzeko, campeão inglês com Manchester City, foi o clima e a paisagem de Guarujá, além do “vizinho”, Pelé.

“Um dos pedidos que os jogadores fizeram foi conhecer o Pelé, que enviou um Fuleco (mascote da Copa) autografado aos dirigentes que visitaram a cidade recentemente”, revelou o vice-prefeito.

Operários trabalharam durante 11 meses na reforma do Estádio Municipal Antônio Fernandes, que passa pela etapa final de colocação do gramado e término das novas arquibancadas. O local, rodeado pela Mata Atlântica, fica a 200 metros da praia.

O Guarujá, por ser um centro de treinamento escolhido por uma seleção, teve direito a receber uma verba de R$ 12 milhões do governo do Estado de São Paulo e outros R$ 4,5 milhões do governo federal para equipar o estádio.

Entre as obras no estádio para oferecer uma melhor estrutura para a seleção estão a instalação de uma hidromassagem, uma sala de musculação, elevadores, gramado no padrão Fifa e novas arquibancadas.

“Os bósnios gostaram do centro de treinamento e da tranquilidade por estarem rodeados de morros. Com a chegada da Bósnia, o Guarujá será mais conhecido internacionalmente”, disse a secretária adjunta de turismo e responsável por assuntos da Copa do Mundo no município, Eunice Leão Grotzinger.

Nas escolas públicas do Guarujá, os alunos estão estudando e fazendo trabalhos práticos sobre o país, e também sobre o sofrimento de sua população após a guerra dos Balcãs, ocorrida nos anos 90.

A prefeitura contratou a única balcânica residente no Guarujá, uma croata casada com um brasileiro, para preparar a estadia dos bósnios de acordo com seus costumes e gostos, além de organizar passeios para as famílias dos jogadores.

Além disso, o restaurante Dalmo Bárbaro, que fica em frente à Praia da Enseada, oferece mariscos e pescados em meio a bandeiras da Bósnia e do Brasil, para celebrar a presença dos visitantes.

O time bósnio ficará hospedado no resort Casa Grande, que fica na mesma praia. A seleção reservou 88 quartos e ainda levará um chef.

“Nós esperamos muito da seleção brasileira, mas nos jogos da Bósnia vamos torcer por eles com certeza. Trabalhamos com muito empenho para recebê-los”, disse à Efe Francisvaldo Santos e Silva, operário da construção do estádio.

Além do jogo contra a Argentina no Maracanã, os bósnios enfrentarão a Nigéria na Arena Pantanal, em 21 de junho, e o Irã na Arena Fonte Nova, quatro dias depois.

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