TRUFAS

Diamante negro chileno, as trufas querem conquistar São Paulo

Combinação clássica dos gourmets, é acrescentar a um ovo frito de gema mole, lascas de trufa cortadas na hora, na mesa, o que rende mais frescor ao produto.

Os produtores chilenos de trufa, um tipo de fungo muito apreciado na alta gastronomia, desembarcaram nesta semana em São Paulo para apresentar um tesouro enterrado sob as terras austrais. 

Porta de entrada para o mercado de alta gastronomia do país, a capital econômica e cultural do Brasil recebeu os truficultores com paladares refinados em um encontro exclusivo para empresários locais.

“Estamos em uma experiência de prospecção com as trufas do Chile”, afirmou a Efe Óscar Páez Gamboa, diretor comercial da Pró-Chile, empresa vinculada ao governo daquele país.

Para o diretor, este é o momento de se apresentar ao mercado brasileiro e buscar ‘feedback’ para seus serviços na área gastronômica e de toda a cadeia de comercialização para saber, quando chegar, como chegar e em que condições.

A produção deste fungo é recente no Chile, já que este começou a oferecer o ingrediente tradicional da gastronomia italiana apenas em 2009 – mas foi graças a suas condições climáticas e de relevo que o cultivo do ‘diamante negro’ rendeu bons frutos.

A oferta chilena de trufa é a de ‘contra estação’, já que os países que mais exportam este ingrediente estão na Europa; os chilenos realizam sua colheita em momentos opostos aos dos produtores no hemisfério norte, o que garante aos brasileiros a oferta deste tesouro por todo o ano.

“Nosso objetivo de mercado no Brasil é mais simples, estamos em etapa inicial e nós queremos conhecer o mercado de São Paulo e que o mercado de São Paulo nos conheça, conheça nosso produto, ver se lhes agrada e ver o que São Paulo necessita”, disse Karin Zapata Staub, porta-voz da Associação Truficultores do Chile.

A truficultora explicou que a sepa produzida em seu país é da variedade Tuber melanosporum, a mesma que se encontra na Itália; e sua colheita ocorre entre maio e setembro, dentro de sete regiões do país, que podem chegar até a Patagônia onde mantêm o cultivo mais austral de trufas no mundo.

De gosto pronunciado, a trufa exige ingredientes simples para reinar como joia que é em todos os pratos. Combinação clássica dos gourmets, é acrescentar a um ovo frito de gema mole, lascas de trufa cortadas na hora, na mesa, o que rende mais frescor ao produto.

Seu uso também pode ser levado aos azeites, aromatizados com o fungo, ou até mesmo a licores com pedaços do diamante negro.

O país andino está presente na alta gastronomia brasileira como fornecedor de uma variedade de produtos que se consolidaram na mesa do gigante sul-americano nos últimos anos, como o vinho, azeite, frutos do mar e salmão.

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