EXPOSIÇÃO

Depois de 50 anos, filosofia de Mafalda chega ao Brasil com doçura e crítica

A criança delicada e astuta do cartunista argentino Joaquin Salvador Lavado, o Quino, comemora seus 50 anos no Brasil com o principal objetivo de apresentar às crianças as tirinhas mais célebres da América Latina desde sua criação, na década de 60.

  • Foto: Daniel Muñoz
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Com doçura e crítica, a famosa personagem argentina, Mafalda, é a protagonista da exposição “O Mundo Segundo Mafalda”, que chega a São Paulo a partir de amanhã, depois de ter cativado crianças e adultos na Argentina, Costa Rica, México e Chile.

A criança delicada e astuta do cartunista argentino Joaquin Salvador Lavado, o Quino, comemora seus 50 anos no Brasil com o principal objetivo de apresentar às crianças as tirinhas mais célebres da América Latina desde sua criação, na década de 60.

A exposição está dividida em 13 módulos e duas oficinas, onde é possível viajar pelos cartuns e histórias da pequena cinquentona de pensamentos de esperança e constetação. Ela é relembrada na mostra através de suas mais célebres filosofias como a frase “Já que não conseguimos amar-nos uns aos outros, por que não tentamos amar-nos outros aos uns?”, que aparece em uma das tirinhas expostas.

“Espero que leitores que gostam de Mafalda possam acompanhar todo meu trabalho e desfrutar junto com a família da exposição, estou muito feliz que Mafalda chegue nessa cidade tão importante e cheia de cultura”, informou o criador, Quino, em nota.

A exposição conta com a recriação de vários objetos que aparecem nos quadrinhos originais, como o famoso “Citroen 2CV”, que o pai de Mafalda dirigia, invenções da persongagem e seus famosos globos terrestres.

A mostra reserva um grande espaço para crianças desenharem e interagirem com as tirinhas. Também há um local onde brinquedos são disponibilizados para que os pequenos possam se aproximar da personagem ao mesmo tempo em que se divirtem.

Outro destaque é a sala dedicada aos gostos e desgostos da personagem, onde se vê transmissões do “Pica-Pau”, que Mafalda tanto assistia nos quadrinhos.

Em um dos cantinhos da garota latina há uma vitrola que toca hits dos Beatles, sempre referenciados e amados por ela, que tem um poster do álbum da banda, “Rubber Soul”, em sua cabeceira.

Ilustrando o cenário, o público pode encontrar alguns diálogos famosos dos personagens da família Mafalda, como é o caso dos pensamentos inquietantes de Miguelito, companheiro de aventuras da pequena.

“Nunca falta alguém que sobra”, é uma dessas frases que ocupam as paredes da Praça das Artes, espaço cultural no centro de São Paulo, onde está a exposição.

Malfalda é relembrada também pelo seu tom político e irônico, muito característico do período de ditadura militar na América Latina, em que a personagem nascia para firmar-se como um dos quadrinhos mais relembrados da atualidade.

“As tirinhas nos despertam muitos pensamentos que não são comuns ao nosso dia a dia, graças a estes estímulos muito irônicos. Elas não subestimam a criança, fazem a criança pensar”, destacou Fred Haddad, estudante e filho do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

A mostra, que tem curadoria de uma equipe do Museo Barrilete, da cidade de Córdoba, na Argentina, país da personagem, é realizada pela Fundação Theatro Municipal de São Paulo com apoio da prefeitura e segue na capital até o dia 28 de fevereiro.

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